Mulheres entram com tudo na tecnologia

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23/11/2016

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Mulheres entram com tudo na tecnologia

Iniciativas independentes e eventos apoiadores fazem p√ļblico feminino crescer em √°reas antes predominantemente masculinas

A baixa participa√ß√£o das mulheres em setores de ci√™ncia e tecnologia √© um assunto que tem ganhado for√ßa no Brasil e no mundo. Em 2014, a Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para a Educa√ß√£o, a Ci√™ncia e a Cultura (Unesco) divulgou uma pesquisa com resultados que apontam que apenas 30% dos pesquisadores no mundo s√£o mulheres. Al√©m disso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic√≠lios (PNAD) realizada em 2009, no Brasil, mostra que apenas 20% das 520 mil pessoas que trabalhavam com Tecnologia da Informa√ß√£o eram mulheres.

Debora Bina, aluna do terceiro ano do curso de Sistemas de Informa√ß√£o da Universidade Positivo (UP), de Curitiba, √© uma das apenas 5 mulheres em uma turma de 35 estudantes e, no trabalho, √© a √ļnica mulher da equipe de 20 pessoas. Ela conta que a decis√£o pela √°rea tecnol√≥gica n√£o era o esperado para sua vida acad√™mica, enquanto mulher. ‚ÄúSempre pensei em cursar Moda, mas quando optei por Sistemas de Informa√ß√£o, minha fam√≠lia ficou surpresa. Eu via no rosto deles que pensavam que tecnologia n√£o √© para meninas‚ÄĚ, afirma. ¬†Segundo Debora, essa situa√ß√£o √© uma consequ√™ncia cultural, uma vez que as meninas s√£o criadas para ter interesse em outras √°reas. ‚ÄúDesde a inf√Ęncia, somos presenteadas com bonecas, enquanto os meninos ganham carros com controle remoto, blocos de constru√ß√£o e rob√īs‚ÄĚ, exp√Ķe. Para ela, as crian√ßas, de todos os g√™neros, deveriam ter contato com a programa√ß√£o e disciplinas tecnol√≥gicas desde o Ensino B√°sico.

Os n√ļmeros desiguais estimulam mulheres, e homens, de todo o mundo a criarem iniciativas que incluam o p√ļblico feminino nessas √°reas. Para apoiar e valorizar a atua√ß√£o feminina no mercado, Debora e as colegas de turma criaram o Make Up Code, movimento que tem como objetivo reunir e incentivar as mulheres a criarem e inovarem na esfera tecnol√≥gica. Uma das integrantes do grupo, Gabriela Saori Hara, tamb√©m estudante de Sistemas de Informa√ß√£o, leva esse incentivo principalmente nas atitudes da pr√≥pria vida, participando de todos os eventos que consegue.

Hackathon

Gabriela j√° participou, durante sua gradua√ß√£o, de cinco hackathons ‚Äď maratonas de programa√ß√£o que resultam na cria√ß√£o de projetos e solu√ß√Ķes inovadoras. Segundo ela, assim como nas empresas, os hackathons costumavam ter maior engajamento masculino, por√©m isso j√° tem mudado. ‚ÄúCom o tempo, a mulher tem se destacado n√£o s√≥ no campo de tecnologia e desenvolvimento, mas tamb√©m em outras coisas. Eu, por exemplo, trabalho mais no √Ęmbito dos neg√≥cios, mas ainda envolve tecnologia‚ÄĚ, explica.

O Hackathon SENDI 2016, que aconteceu de 4 a 6 de novembro, em Curitiba, contou com a participa√ß√£o consider√°vel do p√ļblico feminino: ao todo, foram mais de 80 mulheres, entre estudantes, mentoras e juradas, dentre os cerca de 400 participantes de todo o evento. Nath√°lia Pimentel, estudante de Engenharia de Energia da UP, diz que este foi o primeiro evento tecnol√≥gico que participou. ‚ÄúFui convidada por meus amigos porque o tema √© condizente com o que estudo, mas sempre tive interesse na √°rea tecnol√≥gica. Al√©m disso, me senti confort√°vel no evento, principalmente por ver um bom n√ļmero de mulheres participando‚ÄĚ, relata.

A coordenadora do Laborat√≥rio de Varejo da UP, Fab√≠ola Paes, foi uma das coordenadoras do Hackathon SENDI 2016. Para ela, n√£o existe mais profiss√£o na qual a mulher n√£o seja bem vinda ou n√£o tenha talento para exercer. ‚ÄúSendo professora, tento incentivar ao m√°ximo a presen√ßa das alunas nos eventos tecnol√≥gicos e √© gratificante ver que toda a esfera de ci√™ncia e tecnologia tem acolhido melhor todas elas‚ÄĚ. Fab√≠ola foi uma das vencedoras do Hackathon da L√≥real, no in√≠cio do ano, ganhou R$ 100 mil para colocar a ideia em pr√°tica e visitou o Vale do Sil√≠cio.

TechLadies

No dia 10 de dezembro, a TechLadies ‚Äď uma rede de apoio criada para empoderar mulheres interessadas em ingressar na √°rea de Tecnologia da Informa√ß√£o ‚Äď promove um encontro para a troca de experi√™ncias, discuss√£o sobre os desafios do setor e conex√£o entre as participantes. O evento √© gratuito, aberto ao p√ļblico, e acontece na Universidade Positivo, a partir das 9h.

Sobre a Universidade Positivo – A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educa√ß√£o Superior, a experi√™ncia educacional de mais de quatro d√©cadas do Grupo Positivo. A institui√ß√£o teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universit√°rio Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Minist√©rio da Educa√ß√£o a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 56 cursos de Gradua√ß√£o (31 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 25 Cursos Superiores de Tecnologia), tr√™s programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especializa√ß√£o e MBA e dezenas de programas de Extens√£o. Em Curitiba, a UP conta com tr√™s campus: Ecoville, que ocupa uma √°rea de 424,8 mil metros quadrados, Pra√ßa Os√≥rio, no centro da cidade, e Merc√™s – Catarina Labour√©. Lan√ßou, em 2013, seu programa de Educa√ß√£o √† Dist√Ęncia, com dezenas de polos em todo o pa√≠s. √Č considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An√≠sio Teixeira (Inep) a melhor universidade privada do Paran√°, pelo quarto ano consecutivo.

 

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