BOA VISTA: Estações disseminadoras de larvicidas reduzem focos do mosquito da Dengue, Zika e Chikungunya

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05/01/2018

Além das ações de controle e combate realizadas em Boa Vista, como as visitas dos agentes de saúde e os mutirões integrados com a população, um novo projeto tem ajudado a reduzir os focos do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya no município. São as estações disseminadoras de larvicidas. As estações foram desenvolvidas por pesquisadores da Fiocruz Amazonas e funcionam como armadilhas com inseticida. As armadilhas são colocadas em locais estratégicos nas residências e quando a fêmea do mosquito passa por elas, acaba levando a substância até o criadouro, espalhando o inseticida. O processo faz com que as larvas sejam eliminadas, até mesmo as que estão em focos não identificados pela população e pelos agentes de saúde.

Estações disseminadoras de larvicidam ajudam na redução dos focos do mosquito

O coordenador de Combate às Endemias de Boa Vista, Samuel Garça, explica que o projeto, que teve início em maio de 2017, está em fase de experiência em dez bairros, mas deve chegar a toda a capital até o fim do próximo ano. “Nós temos aí uma queda bem acentuada do mês em que nós instalamos, que foi em maio, até a última coleta que nós fizemos. Nós temos uma queda de 80%. Podemos prever aí uma redução por todo o período que as disseminadoras vão ficar. E a nossa expectativa é expandir em mais 40% dos bairros da capital, até a gente chegar com o aparato de conseguir instalar em pelo menos 90% da capital, afirma o coordenador.

Apesar da redução dos focos, Franciene Moreira, 37 anos, casada, sem filhos, está sofrendo pela segunda vez por conta das doenças transmitidas pelo mosquito. Teve Dengue há nove anos e agora sofre com os sintomas da Chikungunya, contraída em agosto deste ano. A moradora do Bairro Asa Branca é atendente em uma loja de festas e conta que a doença tem interferido no seu dia a dia e a impede até mesmo de trabalhar. “Tem quatro meses que eu estou com ela. Afetou muito os meus pulsos e meu tornozelo, que são as partes que a gente mais movimenta. É uma dor muito forte. Nas juntas, quando você pisa, parece que você vai desmontar. Estou sem trabalhar, estou de atestado, por conta da doença. E não ameniza, não para.”

O último levantamento do Ministério da Saúde, conhecido como Mapa da Dengue, mostrou que a maior parte dos criadouros do mosquito no Estado de Roraima está na grande quantidade de depósitos encontrados no lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Por isso, verifique sempre e evite deixar água parada nestes locais. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

 

 

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