PANDEMIA DO COVID-19 É FINALIZADA EM JAGUAQUARA, BAHIA

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03/11/2020

COVID-19 É FINALIZADA EM JAGUAQUARA, BAHIA

O município de Jaguaquara, a 335Km distante da capital Salvador, ao sul da Bahia, que foi o primeiro do interior do Brasil a decretar “Estado de Calamidade Pública”, por conta da pandemia do COVID-19, sem ter absolutamente nenhum caso registrado no município nem na Região do Vale do Jiquiriça (?), agora parece que também sai na frente dos demais municípios brasileiros quando, aparentemente, dominou o vírus mortal chinês. Isso acontece flagrantemente em todas as artérias da cidade, sobretudo nas campanhas políticas ilegais, com carreatas, aglomerações regadas a cerveja e muita cachaça; todos vestidos com camisas de alguns candidatos.

Dois flagrantes ocorreram na cidade jaguaquarense, carinhosamente ainda chamada de Toca da Onça, quando aconteceu no domingo, dia 1.o de novembro, na Praça J. J. Seabra, a principal da cidade, no período do final da tarde até o início da madrugada do dia de finados, uma aglomeração gigante, envolvendo apoiadores da candidata Edione Agostinone (PP), integrante da família do atual prefeito, que vestiam uniforme com camiseta da cor azul e o número 11. Assim aconteceu no largo em frente a Praça dos Imigrantes, entre as ruas Rodolfo Santos, Barão do Rio Branco e Lauro Mota, onde se aglomeraram em números incalculáveis, adeptos ao candidato Raimundo do Caldo, do PSD, que, assim como os contratados da candidata do prefeito, estavam uniformizados com camisetas verdes com o número 55.

No segundo caso pareceu pior ainda, pois era flagrante o uso abusivo de bebidas alcóolicas, ostentadas com garrafas e latinhas de cerveja nas mãos dos usuários, bem como sinais de violência quando passava alguma veículo com adesivos de outros candidatos.

Desrespeito total aos decretos municipal e estadual

O prefeito de Jaguaquara, Giuliano Martinelli, PP, decretou de forma surpreendente o Estado de Calamidade Pública no município, sem ter absolutamente nenhum caso do coronavírus registrado, em Jaguaquara nem, sequer, em nenhum outro município do Vele do Jiquiriça. A alegação foi a preocupação do executivo local com a saúde e integridade física da população. Todavia não se viu essa mesma preocupação agora, quando a campanha eleitoral para tentar eleger a sua substituta para o comando da prefeitura local, que está a todo vapor, nem absolutamente nenhuma preocupação com o distanciamento social, o uso das máscaras e a proibição da aglomeração. Tudo escancarado, como se Jaguaquara tivesse controlado de vez a pandemia do COVID-19, isso também de forma surpreendente, assim como foi o decreto de Calamidade Pública. Será que o prefeito local detém algum controle pelo coronavirus que mais nenhum dirigente executivo de cidades do planeta tem?

No caso do entorno da Praça dos Imigrantes, onde a aglomeração foi incalculável, o líder e candidato é simplesmente o presidente da Câmara e Vereadores do Município de Jaguaquara, Raimundo do Caldo, o fiscalizador principal das ações do prefeito, que deveria exigir o cumprimento das leis decretadas pelo próprio executivo, mas que também fazia a farra com a desordem, com o abuso excessivo do poder público constituído e o abuso do poder econômico que pelo visto, era flagrante o derramamento de dinheiro com toda aquela farra, que incluía dezenas de carros padronizados, camisetas, bebidas, tudo observado pacificamente por policiais militares, que, segundo um oficial, “era para manter a tranquilidade”.

Esse tipo de abuso se deu em todo o período que antedece as eleições, não apenas no Centro da Cidade, ocorreu também no Entroncamento de Jaguaquara,  a 10Km da sede, na Zora Rural, no Baixão, na Casca, em reuniões dos partidos, convenção, com aglomerações em diversos pontos da cidade inclusive nos distritos. Nas fotos captadas nas redes sociais abertas, podemos observar alguns flagrantes desses delitos.

Essa é Jaguaquara, onde seus principais dirigentes descumprem seus próprios decretos, tripudiando da Justiça e de toda a população local, agindo tipo o adágio popular que diz “faça o que manda, não faça o que faço”.

Com a palavra o Poder Judiciário local, já que os líderes dos poderes Executivo e Legislativo do municípios são os principais abusadores dos cargos que a população lhes conferiu através do voto.

Clóvis Dragone – Jornalista – DRT-Ba 2622

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